14 de março de 2010

Esses - Renata Arassiro Chocolates

Hoje é o White Day!  

"White Day (literalmente em português: Dia Branco) é um feriado que foi criado por um esforço de marketing coordenado no Japão. O White Day é celebrado no Japão, Coréia e Taiwan em 14 de março, um mês depois do dia de Saint valentine (para nos ocidentais conhecido como Dia dos Namorados, onde as mulheres e garotas presenteiam os rapazes com chocolates). No Dia de Saint Valentine, as mulheres dão presentes aos homens; no White Day, os homens que receberam chocolate no Dia dos Namorados devolvem o favor e dão presentes as mulheres."

Geralmente o chocolate retribuido é o branco, mas como não sou muito fã ganhei uma caixa com nove bombons pretos da Esses! Hummm, delicioso!

A Esses fica lá no Campo Belo na rua Pascal. A loja é pequena, mas super requintada e chique com um ar condicionado fortíssimo (nesse calor é essencial), lá os bombons parecem jóias nos expositores de vidro.
Ao entrar na loja é possível sentir aquele aroma de chocolate... humm. Dá vontade de comer todos! E, a matéria prima usada nos produtos é de primeira - o chocolate de origem belga: Callebaut.

Os sabores das trufas estão mudam com frequência! Sempre tem novidades e aqueles sabores mais alternativos ou exóticos como o de manjericão, gengibre, caipirinha ou alfazema (???). Os tradicionais também estão presentes e o de avelã é maravilhoso! 

Só experimentando para descobrir...

A parte que interessa... O preço! Bom, vale pelo produto, mas é caro! As trufas pequenas ficam entre R$3,50 e R$4,50.

Essa é a caixinha com nove bombons custa em média R$ 36,00.

E ela aberta...
Esses são os bombons pequenos! Ops, dois já sumiram... estavam muito bons!
Os sabores da caixa são: 
1- alfazema - sabor interessante e esquisito, mas vale a pena experimentar!!!
2- maracujá e raspas de laranja
3- folhado de chocolate amargo DOC
4- meio ao leite e meio amargo
5- copinho de avelã ao leite
6- copão amargo de avelã - adoro esses de avelã!!!
7- gianduia (x2)
8- pistache

Todos são maravilhosos e super saborosos! Cada bombom é uma surpresa!

Esses chocolates são uma ótima opção para presente e vc não pode deixar de comer uma trufinha na hora! Qualquer um que ganhar vai ficar muito feliz! Há também outras opções de chocolate: barras, ovos de páscoa, e etc!

> Esses Chocolates
rua pascal, 1195 | campo belo

Itadakimasuuuuu!

Arquivo Bacaninha - 08/07/09 - Il Sogno di Anarello

Véspera de feriadão de 9 de julho e a missão era encontrar um bom lugar perto para um jantar rápido e claro, saboroso. Lembramos da tal "amarelo" que quase foi nossa escolha em oportunidades anteriores. O Il Sogno di Anarello é uma cantina super tradicional escondida no coração da Vila Mariana.

Ao chegarmos, encontramos um imóvel amplo com aparência antiga e manobristas que estacionam seu carro gratuitamente. O grande salão tem todas as características de uma cantina paulistana típica: as mesas rústicas de diversos tamanhos, as camisas e garrafas penduradas no teto, os numerosos quadros com fotos e postais da Itália. O cardápio também segue à "cartilha cantinesca paulistana": intermináveis opções de massas, carnes e saladas que são servidas em porções generosas o suficiente p/ servir duas pessoas.



O ambiente do il Sogno di Anarello: garrafas, quadros e camisas de futebol

Apesar da fama de suas saladas, resolvemos pular a entrada e experimentar direto uma das massas caseiras do Anarello. Bem, "direto" não foi, pois lá servem bruschettas ao alho muito boas e melhor: DE GRAÇA. ISso mesmo! Na faixa, vasco. Lá e em outra cantina próxima (Innominato Osteria - já fomos mas ainda não temos fotos) é tradição servir estas torradinhas.



A última bruscheta - a fome era grande e comemos antes da hora...


Bom, o prato escolhido foi Spaghetti alla Contadino, uma das especialidades da casa que leva carciofini (alcachofras pequenas em conserva) e um encorpado molho de tomate. A massa é saborosa estava perfeitamente al dente. O molho encaixa perfeitamente sem exageros nos temperos. As alcachofrinhas dão o toque de sabor delicado ao conjunto que definitivamente não cai na tentação do exagero tradicional das cantinas paulistanas.



Spaghetti alla Contadino

Sobrou espaço para a sobremesa. Entretanto, como desconfiávamos, a maioria das inúmeras opções do cardápio são as mal aventuradas sobremesas congeladas industrializadas (aquelas dos "belos" cardápios-display que ficam sobre as mesas das mais frequentadas churrascarias e esfiharias da cidade). Restava apenas o solitário e simples pudim. Resolvemos arriscar no pudim e não é que estava bom? A consistência estava boa e o principal: não era exageradamente doce, o que é raro para esta iguaria.



Pudim caseiro: comum, mas gostoso

A nota curiosa da noite é que enquanto jantávamos, chegou uma comitiva com a Adriane Galisteu e a Claudia Leite para comer lá.... OK, OK, informação desnecessária ainda mais que nenhum de nós é fã das duas....
Enfim, não espere por um atendimento espetacular ou pratos super sofisticados com ingredientes "confitados", "perfumados" ou qualquer coisa assim no Il Sogno di Anarello. O atendimento é bom mas direto e sem frescuras e a comida é simples mas de qualidade e a preços justos.

> Il Sogno di Anarello
Rua Il Sogno di Anarello, 58 - Vila Mariana
Telefone: 5575-4266
Não tem site
segunda a sexta: 19h à 1h. Não abre em fins de semana

Itadakimasuuuuu!

Arquivo Bacaninha

Pessoal,
A partir de agora, vamos colocar no ar uma nova seção: o Arquivo Bacaninha. Nela, vamos postar as histórias e fotos de comilanças antigas que não colocamos aqui antes por falta de tempo. E temos muitos posts reservados para o Arquivo. Começaremos com a cantina da Vila Mariana Il Sogno di Anarello. Esperamos que gostem.
Abs!

9 de março de 2010

Obá - SPRW 2010

Obá SPRW - jantar

Restaurante com uma culinária do México, do Brasil, da Itália e da Tailândia! Uma mistura interesante!

As escolhas do cardápio SPRW foram mais tailandesas:


Entrada:
Rolinho thai - manga com vegetais frescos enrolados em massa de arroz; molho picante ao lado.
Um "harumaki" cru! O rolinho sozinho não tem muita graça, mas o molhinho picante dá um toque especial e combina muito bem com o "harumaki".


Prato principal:
Geng paneang - picadinho de cordeiro em curry vermelho a base de amendoim, um dos curries mais leves e amados da tailândia; com arroz jasmin e relish de pepino.
Um prato doce e picante (bom para quem gosta de pimenta, porque estava bem ardido). A carne de cordeiro estava bem macia e saborosa, mas o arroz estava comum. E o pepino muito picante. (obs: não sou mto fã de pimenta, mas o prato estava delicioso.)


Opção do cardápio do SPRW almoço:
Carne seca da nádja de pirénopolis - salteada na manteiga de garrafa; acompanha abóbora assada e banana gratinada com queijo.
O único problema do prato foi o queijo derretido que já estava frio e duro! A carne estava bem salgada, mas juntando com a banana e a abóbora ficava mais suave. Gostei do prato.


Sobremesa:
Panqueca thai de banana - sorvete de coco e caramelo de açúcar de palmeira.
A panqueca estava gostosa, mas bem normal e nada de espetacular. O sorvete de coco idem e o caramelo não tinha mto sabor.

O restaurante estava cheio, mas sem mta espera e o atendimento muito bom.
Achei o cardápio bem exótico (a parte tailandesa) e voltaria lá sim!

> Obá
rua melo alves 205 | jardins
www.obarestaurante.com.br


Itadakimasuuuu!

4 de março de 2010

L'Amitié - SPRW 2010

Jantar sem graça!

Ambiente agradável.
Chegamos por volta das 21h e ainda havia mesas! Logo escolhemos os nossos pratos do Restaurant Week:


Entrada:
Poêlon de Champignon
(Frigideira com cogumelos refogados com ovo pochê e azeite trufado)

O melhor prato da noite! Interessante!



Prato principal 1:
Le ST Pierre
(St Peter grelhado com raviole de erva doce, molho de laranja e açafrão)

A combinação foi boa, porém o peixe estava com um gosto muito forte de barro (??).



Prato principal 2:
Coq au Vin
(Cozido de galinha caipira com molho de vinho tinto e arroz acebolado)
O tão famoso Coq au Vin não estava bom. A galinha caipira estava dura, seca e sem gosto! O molho estava OK e o arroz normal. Sem graça!



Sobremesa 1:
Les Profiteroles
(Duo de profiteroles com calda de chocolate e lascas de amêndoas)

O profiteroles estava bem seco e o sorvete normal diferente da calda de chocolate que estava super gostosa, salvou a sobremesa.


Sobremesa 2:
Pêche Melba 1892
(Tradicional sobremesa a base de sorvete de creme, caldas de frutas vermelhas, pêssego e chantilly)

O pêssego realmente combina com calda de frutas vermelhas! Estava muito bom, achei que a calda poderia ser mais azedinha porque o conjunto ficou um pouco doce!

Restaurante francês = pratos bonitos, porém pequenos.
Esse não poderia ser diferente... Depois do menu do RW, ainda estava faltando alguma coisa. Primeiro pedimos o Mil folhas com creme de morango, mas infelizmente, o restaurante não tinha morango o que impossibilitava a execução desta sobremesa! Ok, escolhemos outra:


Tarte Tartin - R$ 16,00
Tradicional torta de maçã servida quente com sorvete de creme
Nada surpreendente... Gostosa e não muito doce!

O restaurante estava cheio, os garçons todos atrapalhados, mas estavam atendendo direitinho. O menu deixou a desejar! Todos os pratos estavam sem graça, não estavam ruins, mas poderiam ser muito melhores! Não fiquei com uma boa impressão!

>L'Amitié
rua manuel guedes 233 | itaim bibi
www.lamitie.com.br


Itadakimasuuu!!!

28 de junho de 2009

P.J. Clarkes


Chegou a hora de conhecer o faladíssimo P.J. Clarkes São Paulo. O restaurante-bar-lanchonete chegou com as credenciais de ser a única filial do "famosíssimo" (entre aspas porque eu mesmo nunca tinha ouvido sobre, mas...) P.J. fora de Nova Iorque.

Ao chegarmos, estacionamento a módicos R$ 18,00 (com convênio...) e um ambiente escuro mas bem cuidado. A decoração com quadros e fotos temáticos de NY, vitrais e lustres estilo Tiffany´s cria o clima "novaiorquino" do restaurante que aparentemente vive lotado após receber diversos prêmios de "melhor hamburger da cidade". Seriam estes "canecos" realmente merecidos ou frutos da imensa badalação em torno da marca "gringa"? Reza a lenda que os sanduíches, junto com as ostras e o cheese cake são o fino da cozinha deles. E como hamburger é o que teoricamente os americanos melhor fazem - junto com ovos e bacon - a expectativa era grande.

Desta vez não se tratava de um programa a dois. Estávamos acompanhados de uma galera de comilões, entre eles o Hori e o Pepino e a Batata. Para a entrada, rolou uma cotoletta alla milanese - lombo de porco à milanesa - cortado em porções e um crab cake - bolinho de siri - repartido impiedosamente em vários pedaços. As entradas foram rapidamente destruídas pelos presentes, mesmo porque não podemos considerar as porções lá muito "fartas". Estavam gostosas. Mais o bolinho do que a milanesa, que era, digamos, normal.

Para a rodada principal, resolvemos dividir a porção do mini hamburger, que traz 3 unidades com queijos diferentes em cada sanduíche: ementhal, cheddar e mussarela. Acompanha ainda uma porção moderada de fritas. O prato é individual mas como estávamos apenas "beliscando", foi o suficiente. A carne é realmente muito saborosa, alta e grelhada ao ponto.


Porção de Mini Hamburger

Para sobremesa, a escolha lógica foi o NY Cheese Cake com calda de frutas vermelhas. Com toda a sinceridade, foi decepcionante. O cheesecake estava excessivamente "massudo" e salgado... a calda não tinha nada de especial. Pelo preço e fama que carrega, esperávamos uma sobremesa nível top... e na realidade ficou bem longe disso...


NY Cheesecake: decepção

A primeira impressão que tivemos do PJ Clarkes não foi positiva. O hamburger pode até ser bom mas o custo benefício deixa a desejar. Outros lugares tem sanduíches no mesmo nível mas com preços bem mais atraentes. As entradas são corretas e a sobremesa decepcionou... E a conta, como esperado é razoavelmente salgada para a combinação entrada, sanduiche e sobremesa divididos: mais de R$ 90,00. De qualquer forma, vamos dar uma segunda chance ao velho PJ para experimentar outros itens do cardápio.

Rua Dr. Mário Ferraz, 568
Jardim Paulistano - São Paulo

(11) 3078-2965
www.pjclarkes.com.br

Itadakimasuuuuuu!!

24 de junho de 2009

Road Burger



Numa noite de quarta-feira resolvemos conhecer um lugar novo de hamburguer. Recorremos à nossa listinha de restaurantes – temos um caderno onde anotamos todos os lugares que queremos conhecer. Na lista encontramos o Road Burger, uma lanchonete laaá na Mooca.



O tema do restaurante é a “route 66”. A casa parece mais um outback por fora, mas quando entramos encontramos várias motos espalhadas e uma decoração bacana – tudo a ver com a “route 66”.

O Road Burger é bem grande, porém, estava vazio então escolhemos um daqueles “sofazinhos”, uma mesa gigante que caberiam umas 10 pessoas.

A escolha foi o hotdog: Ariel



Hot dog com salsicha de 120g, queijo cheddar, batata chips do chef com pão de hot dog. Na primeira mordida, o cachorro quente estava delicioso, mas logo depois o excesso e talvez a baixa qualidade do cheddar deixaram o sanduíche muito enjoativo. No final só sobrou cheddar e algumas batatas no prato. As batatinhas estavam gostosas, crocantes e sequinhas. O prato deixou a desejar.

A outra escolha foi o famoso x-salada:



No cardápio, além dos hambúrgueres, há a opção de montar o seu próprio. A escolha tradicional foi o hambúrguer com salada. Avaliação: gostoso, mas nada espetacular e nada diferente. A maionese mostrou-se enjoativa como o cheddar.

Para o acompanhamento escolhemos a batata brava:



Batata assada com alho, catupiry e bacon. A baked potato estaria boa não fosse o exagero de queijo.

E para finalizar a noite: waffle!



Como tudo é exagerado, a sobremesa não poderia ser diferente. Muuuuita calda de frutas vermelhas (quase uma geléia..) e chantilly. Não dava nem para ver os buraquinhos quadradinhos da massa do waffle. Foi difícil de comer tudo.

Valeu a visita.

Resumindo: é uma lanchonete de exageros. Geralmente reclamamos da falta de recheio, mas lá acontece o inverso. Voltaria no Road Burger? Não sei, acho que não.

> Road Burger
altura do nº 3000 da av paes de barros | rua ibipetuba, 200 | mooca
2061-8176
www.roadburger.com.br



Itadakimasuuuuuu!!

16 de junho de 2009

Terraço Itália

Era um dia especial com muita coisa para comemorar que merecia visita a um lugar bacaninha e bem romântico. A escolha pode parecer clichê, mas o Terraço Itália continua a ser uma opção ímpar para passar passar ótimos momentos a dois. Inaugurado em 1967, o restaurante fica na cobertura de um dos prédios mais altos de SP (165 m) e possui uma das mais belas vistas da cidade. É também um dos lugares mais tradicionais da gastronomia paulistana. Muito pela localização e menos pela cozinha em si. E por conta disso, é altamente recomendado que se faça reserva antes de se aventurar por lá.


edifício Itália

Reservamos então o "jantar com piano ao vivo" (tem tb o jantar dançante e o bar, todos em ambientes separados). Na chegada, existe o vallet do restaurante (pago) espera na calçada da Av. Ipiranga. Depois pegamos um elevador até o penúltimo andar e outro que vai até a cobertura. Tudo devidamente sincronizado e operado pelos ascensoristas do próprio restaurante. Para começar o jantar, o couvert é obrigatório. Trata-se de couvert artístico acompanhado de pãezinhos, manteiga, sardela, beringela, mussarela e azeitonas. Couvert típico de restaurantes italianos por toda cidade. E é até compreensível, pois o restaurante é... italiano! De qualquer forma o couvert estava ok. Bons pães e acompanhamentos idem.



Couvert "artístico"

Depois do couvert, a entrada: um creme de polenta mole com camarões e lulas empanados. Foi uma ótima escolha, pois a porção veio bem servida e com ótima apresentação. A combinação do creme com as lulas e camarões empanados ficou muito boa.


polenta mole com lulas e camarões empanados



oia nois com a av. Paulista lá no fundão. A vista é fenomenal!

Depois da entrada generosa (foi quase um primeiro piatto...) escolhemos dividir um Brasato de Carré de Javali com Papardele de Amora. As costelinhas de javali vieram muito macias: derretia na boca... A massa veio no ponto: al dente. E o molho, parecido com um roti, dava um sabor forte à massa e ao javali. Um prato invocado, bem diferente das cantinas que encontramos por aí, mas muito gostoso. Ah! e a meia porção (que se paga um adicional de 30% do valor do prato) até que é bem servida e deu conta do recado.


Brasato de Carré de Javali com Papardele de Amora - essa é a meia porção...

Para fechar, a sobremesa escolhida foi um folhado de maçã com sorvete de vanilla em cima. A tortinha veio bem crocante e cheia de pedacinhos da fruta. O sorvete era um gelatto de boa qualidade mas provavelmente não era de produção própria. Ambos fizeram um par delicado e sem exageros. Não chega para ser uma das nossas sobremesas top mas certamente não faz feio e vale a pena!


folhado de mação com sorvete de vanilla -esses fiozinhos de ganache de chocolate estavam gostosos tb....

Para finalizar, a Raquel pediu um chá, escolhido entre várias opções de twinnings e acompanhado de diversos tipos de biscoitinhos. E depois ainda demos umas voltinhas no lado de fora do terraço. Nada nada ficamos no restaurante por mais de 3 horas! E nem vimos o tempo passar! Já a conta ficou acima dos 200 reais mas valeu a pena.


olha a vista do centrão de SP!! Vale do Anhangabaú lá embaixo!


Ó nois de novo, agora do lado de fora do terraço...


Visitar o Terraço Itália é uma experiência que vai além de uma boa refeição. Jantar com as luzes de São Paulo 165 metros abaixo não tem preço! Ou melhor... tem, e é caro... mas é uma experiência igualmente valiosa. Além da vista grandiosa, o piano ao vivo com boa música, as mesas espaçosas à luz de velas e o atendimento sempre cordial e prestativo ajudam a criar um clima especial que dificilmente um restaurante normal é capaz. Fica então a dica que não chega a ser nenhuma novidade: vá ao Terraço Itália para comemorar ocasiões especiais, principalmente se for à dois. E pode preparar o bolso também. Mas é sucesso na certa para uma noite muito agradável e inesquecível.

> Terraço Itália
Av. Ipiranga, 344 - 41º andar | Centro reservas: 2189-2929 www.terracoitalia.com.br

Itadakimasuuuu!

13 de junho de 2009

Namu | shabu shabu

Eu ia para uma reunião no Bom Retiro quando estacionei em frente a um ajeitado restaurante. Shabu shabu dizia a placa. Tinha uma idéia do que era mas nunca tinha experimentado. Resolvi que ia dar uma chance ao restaurante depois da reunião. Mas... a tal reunião foi super longa e quando retornei, fui gentilmente informado que o almoço estava encerrado. Peguei então um cartão de visitas e fiquei com o Namu na cabeça. Quando ia voltar para conhecer o shabu shabu do Bom Retiro? Algum tempo depois, veio a oportunidade. Sabadão de manhã, fomos (quer dizer, ela foi..) às compras na José Paulino e na volta, quase na hora do almoço, lá estava o Namu pronto para nos receber.
O ambiente é bem arrumado e limpo com móveis novos e de bom gosto. O atendimento é bem feito e cuidadoso. Chega a destoar dos outros restaurantes do bairro. A freguesia é predominantemente oriental e de origem coreana, mas o restaurante não é exatamente de cozinha coreana. No cardápio, aliás, haviam muitas opções interessantes de origens diversas, como o tonkatsu, o yakisoba (eu sempre quero experimentar yakisobas em todos os lugares), o enrolado vietnamita.... Mas tínhamos que experimentar o shabu shabu, que é a especialidade do lugar.


o ambiente do Namu

O shabu shabu é um misto de sukiyaki com um fondue (comparação beeeem grosseira...) de origem japonesa. Diversos ingredientes, entre eles legumes, macarrão, carnes, cogumelos são preparados na mesa em uma panela cheia com um caldo levemente temperado. Os ingredientes podem ser mergulhados em molhos que acompanham o prato e degustados de forma similar a um fondue.
No Namu, a tradicional entrada cortesia foi uma "delicada" salada de alface e folhas verdes temperada com um molho muito, mas muito apimentado. Para quem gosta, estava saboroso. Eu particularmente não consegui chegar ao fim e de quebra mandei meia lata de Nestea junto da salada....


Entrada cortesia: salada apimentada

Em seguida, chegou o kit shabu shabu que incluia uma porção de carne, verduras, legumes, kani, cogumelos, macarrão, arroz, molhos, panela a gás, potes, pratos e um garçom... Isso mesmo, um garçom! É fato que a maioria não vai ter idéia de como preparar o shabu shabu. Por isso, o restaurante instrui os garçons a prepararem o prato para os clientes, que apenas assistem e comem. No nosso caso, o garçom foi bastante atencioso e explicou passo a passo como se degustar a comida.


Kit shabu shabu do Namu

O preparo começa pelas verduras e legumes, que demoram mais para cozinhar. Tem de tudo: couve flor, repolho, cebola, acelga. Depois vem a carne, fatiada bem fininha. Depois os cogumelos, o kani. O líquido, que vem levemente temperado vai gradualmente ganhando os sabores do que cai na panela. E o que sai é degustado acompanhado com um dos três molhos: amendoim, pimenta ou shoyu. O 1o é o mais exótico, com gosto de .... amendoim mesmo... um pouco doce, e levemente amargo. O 2o é bem saboroso e razoavelmente ardido. E o último é uma mistura de shoyu menos concentrado e levemente adocicado. Eles combinam bem com o sabor delicado das iguarias que saem da panela, especialmente com a carne.


A carne fatiada do shabu shabu

E quando achamos que a refeição já está no fim, vêm o 2o round: o macarrão. É uma espécie de lamen verde de fabricação da casa, que é preparado no caldo resultante do cozimentos de todos os ingredientes anteriores. Vem até pedacinhos do que sobrou na panela. A massa é mais pesada e grossa que um lamen estilo Aska (um dia a gente traz fotos de lá também...) e o sabor é novamente bem suave. Dá sustância mas o melhor ainda estava por vir...


shabu shabu on the way

Não era o fim ainda... restava o grand finale! O caldo da panela ainda tinha o que dar. Enquanto terminamos o macarrão, o garçom coloca arroz, ovos e uma mistura de legumes picados e mistura com tudo o que sobrou na panela. Vira uma espécie de bi bim bap, um risoto, um soborô bem picadinho. Acha-se pedaços de tudo o que foi comido nas rodadas anteriores. Estranho mas muito saboroso. Junto com a carne, é a melhor parte da refeição.


bi bim bap? risoto? soborô?

No fim, os R$ 28 por cabeça investidos no shabu shabu valem cada centavo. O atendimento e o ambiente são simpáticos e a comida gostosa e farta. É uma experiência diferente que vale a pena. Recomendamos e retornaremos um dia para experimentar as outras opções do cardápio.

> Namu Shabu Shabu
Rua Prates, 221 | Bom Retiro
3228-6126


Itadakimasuuuu!

11 de junho de 2009

Bicol

Noite de feriado de Corpus Christi. O que jantar? A sugestão era a barraquinha de churrasquinho coreano que fica na avenida Aclimação. E lá fomos nós procurarmos a tal barraquinha. E nada de acharmos o lugar. Resolvemos então ligar para uma amiga e pegar o "endereço" com detalhes. Mas, para nossa decepção, aparentemente a tal barraca só abre depois das 21 horas... e eram 7 da noite ainda... Para não ficarmos apenas na vontade de experimentar um novo lugar de comida coreana, resolvemos conhecer o Bicol. O restaurante fica em uma pacata esquina da super rotatória da Aclimação. Estacionar não foi problema por conta das muitas vagas na rua. Lá dentro, encontramos um ambiente espartano e com jeitão de restaurante de bairro, frequentado por famílias e moradores da Aclimação, descendentes de coreanos em sua maioria.
Olhamos o cardápio e, apesar de haver opções bem interessantes, obviamente a pedida tinha ser churrasquinho coreano, o bulgogi.


O bulgogi do Bicol antes da chapa com os "banchan"

O bulgogi é talvez um dos pratos mais comuns nos restaurantes coreanos paulistanos. Consiste de contrafilé ou outra carne de 1a linha cortada fininha e temperada à moda. Ele é preparado no "phan", uma espécie de calota (à gás ou elétrico) colocada a mesa e utilizada para grelhar a carne. O prato ainda acompanha vários "banchan", acompanhamentos diversos servidos em pequenos pratos ou cumbucas.
No Bicol, o bugolgi serve tranquilamente duas pessoas e é ligeiramente diferente dos outros que já experimentamos. A carne não vem exatamente fatiada, e sim, triturada em pedaços pequenos e delgados. Vira quase uma massa de hamburguer misturada com pedações de cebolinha. A carne cortada desse jeito frita rapidinho no phan e, orientados pelo garçom, tem que ser banhada com uma mistura de óleos que vem em uma jarra. O tempero dá um sabor especial e deixa a carne levemente doce e apimentada. Quase desmancha na boca e é super saboroso.


O bulgogi do Bicol NA chapa com os "banchan"

Os banchan que acompanham o bulgogi do Bicol eram um pouco diferentes. Os super tradicionais kimchi, legumes e verduras condimentados com pimenta, vieram em menor quantidade, dando espaço para os menos comuns como mortadela com pimentão e porções boas de jeon (uam espécie de panqueca coreana com cebolinha). Duas cumbucas de metal com arroz branco e uma saladinha com tempero bem forte também são servidas com o prato.


O bulgogi do Bicol na chapa com os caldinho da jarra

O garçom explicou ainda que caldo que que surge da mistura da mistura da jarra com os líquidos do grelhado pode ser misturado ao arroz e vira uma espécie de risoto. A colher de cabo comprido deve ser utilizada para esta finalidade. Experimentamos mas não achamos tanta graça assim na mistura.


Banchan e os alfaces de enrolar

Outra forma de degustar o bulgogi é enrolar a carne e acompanhamentos em grandes folhas de alface que também vem junto com o prato. Dá um certo trabalho mas fica gostoso.


A tradicional melancia grátis

Para encerrar, a tradicional melancia cortesia da casa. Parece ser um desencargo de consciência para o estômago depois de devorar um monte de comida apimentada e condimentada...

Enfim, o bulgogi do Bicol foi aprovado com louvor. É super saboroso e os R$ 68 investidos no prato valem a pena. Apesar do ambiente simples, a comida é bem gostosa e o atendimento correto. Com certeza voltaremos lá para o repeteco e experimentar os tais pratos diferentes.

> Bicol
Praça General Polidoro, 111 | Aclimação
3207 9893


Itadakimasuuuu!